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Atendimento e orientação à família — todos os dias, com sigilo
Área externa do Centro de Tratamento Oásis, com piscina, coqueiros e alojamentos
Como funciona

Seis meses, três etapas, acompanhamento todos os dias.

O tratamento se dá em regime de internação. Cada etapa prepara a seguinte, e o residente é acompanhado por uma equipe multidisciplinar do início ao fim.

O regime de internação

Tratar longe do ambiente que sustentava o uso.

Existem quadros em que a pessoa não consegue interromper o uso enquanto permanece no mesmo lugar, com os mesmos gatilhos e o mesmo acesso à substância. A internação existe para isso: afastar o residente desse contexto pelo tempo necessário para que o tratamento consiga acontecer.

Durante seis meses, a vida passa a ter uma estrutura — horários, alimentação, atividades, atendimentos e responsabilidades. Não é um período de espera até que a vontade de usar passe. É o tempo em que se constrói o que vai sustentar a abstinência depois da alta.

Área verde da unidade em Macaíba/RN
6 meses

de tratamento em regime de internação

3 etapas

encadeadas, cada uma preparando a seguinte

9 especialidades

na equipe que acompanha o residente

4 refeições

diárias sob orientação de nutricionista

O percurso

As três etapas do tratamento.

Nenhuma delas funciona sozinha. A ordem importa: é ela que permite que o trabalho terapêutico da etapa seguinte encontre alguém em condições de aproveitá-lo.

  1. Etapa 01
    Quarto climatizado da unidade

    Desintoxicação

    O corpo volta ao eixo.

    A primeira etapa cuida do que o uso desorganizou primeiro: o sono, a alimentação e o próprio corpo. É também a fase em que a abstinência se instala, com acompanhamento próximo da equipe.

    • Alimentação balanceada
    • Sono regular
    • Atividade física
    • Abstinência do uso da droga
    • Medicação apenas em caso de necessidade e prescrição do médico psiquiatra

    Para a família: É a fase em que a família mais recebe cobranças e pedidos para interromper o tratamento. Manter a postura combinada nas reuniões é o que sustenta o processo.

  2. Etapa 02
    Profissional de saúde anotando durante consulta

    Interiorização das ferramentas terapêuticas

    O tratamento vira aprendizado.

    Com o corpo estabilizado, começa o trabalho de fundo: entender a doença, reconhecer os gatilhos e aprender respostas diferentes para as situações que sempre terminavam em uso.

    • Terapia cognitivo-comportamental
    • Método Minnesota, apontado pela OMS como um dos mais eficazes no enfrentamento às drogas
    • Os 12 passos de Narcóticos Anônimos e Alcoólicos Anônimos (N.A./A.A.)

    Para a família: Costuma ser a fase em que a família volta a reconhecer a pessoa: o humor estabiliza e as conversas deixam de girar em torno da substância.

  3. Etapa 03
    Grupo de pessoas de braços erguidos diante do pôr do sol

    Reinserção social e prevenção à recaída

    A vida lá fora é preparada aqui dentro.

    A última etapa prepara a saída. O residente volta a lidar com o convívio familiar e social enquanto ainda tem suporte, e constrói um plano concreto para os momentos de risco.

    • Retomada do convívio familiar e social
    • PPR — programa de prevenção à recaída
    • Orientação continuada à família

    Para a família: É quando a família precisa estar mais preparada, não menos. A rotina de casa e os combinados definidos agora sustentam o que virá depois da alta.

O método

Três abordagens que se completam.

Apesar de haver um método geral de tratamento, observamos a particularidade e a singularidade de cada paciente. É dessa combinação que sai o que funciona para cada indivíduo.

Grupo sentado em círculo durante sessão de terapia
01

Método Minnesota

Trata a dependência química como doença crônica e combina o cuidado clínico com a filosofia dos 12 passos. Trabalha abstinência, responsabilidade pessoal e apoio mútuo entre quem enfrenta o mesmo problema. É apontado pela OMS como um dos mais eficazes no enfrentamento às drogas.

02

Os 12 passos (N.A./A.A.)

Programa praticado em grupo, baseado na admissão do problema, na revisão honesta da própria história e na reparação dos danos causados. Dá ao residente uma linguagem comum e uma rede que continua existindo depois da alta.

03

Terapia cognitivo-comportamental

Identifica os pensamentos e as situações que antecedem o uso e treina respostas diferentes para eles, com exercícios práticos e tarefas. É a ferramenta que transforma a intenção de parar em comportamento novo.

A rotina

O que sustenta o tratamento é o dia comum.

A recuperação é baseada numa mudança de hábitos e de perfil, no desenvolvimento da musculatura emocional, no resgate da autoestima e na incorporação de novos valores. Isso não acontece em um momento decisivo — acontece na repetição.

Área de convivência da unidade, com mesa e bancos de madeira

Sono e alimentação regulados

Horários definidos e quatro refeições diárias — café da manhã, almoço, lanche e jantar — preparadas sob orientação e normas de nutricionista.

Atividade física

Exercício acompanhado por preparador físico. Movimento melhora sono, humor e ansiedade, especialmente nas primeiras semanas.

Atendimentos e terapias

Atendimentos individuais e coletivos, aconselhamentos, terapias e dinâmicas conduzidas pela equipe multidisciplinar.

Laborterapia

Tarefas e responsabilidades dentro da instituição, da arrumação da própria cama a atividades mais ativas. É o que devolve rotina e senso de utilidade.

Reuniões e palestras

Encontros temáticos que ampliam a compreensão sobre a doença, o tratamento e o processo de recuperação.

Lazer e convívio

Filmes, jogos e áreas de convivência. Reaprender a ter prazer sem substância é parte do tratamento, não uma pausa dele.

Profissional de saúde anotando durante consulta com um paciente
Acompanhamento

Durante todo o tratamento, ninguém caminha sozinho.

A equipe multidisciplinar acompanha o residente em atendimentos individuais e coletivos, com um conjunto amplo de ferramentas terapêuticas ao longo dos seis meses.

  • Atendimentos individuais e coletivos
  • Aconselhamentos
  • Terapias e dinâmicas
  • Filmes e lazer
  • Laborterapia
  • Tarefas escritas
  • Reuniões e palestras
  • Atividades físicas
  • Sonoterapia

Quem acompanha

  • Médico psiquiatra
  • Psicólogos
  • Técnicos em dependência química
  • Terapeutas
  • Monitores
  • Preparador físico
  • Enfermeira
  • Nutricionista
  • Coordenador terapêutico
A base da recuperação

Recuperar-se é reconstruir a forma de viver.

Mudança de hábitos e de perfil

A rotina é o primeiro instrumento terapêutico: horários, cuidados e responsabilidades que voltam ao lugar.

Musculatura emocional

O residente aprende a sustentar frustração, tédio e conflito sem recorrer à substância.

Resgate da autoestima

Da arrumação da própria cama a uma atividade mais ativa na instituição, a autorresponsabilidade é trabalhada em diversos contextos.

Reformulação íntima, moral e comportamental

Novos valores são incorporados ao longo dos seis meses, e não impostos em um único momento.

A família no tratamento

A família é parte importantíssima da recuperação.

Desenvolvemos reuniões com os familiares com o intuito de orientar, apoiar e construir uma estratégia adequada de postura da família diante do paciente durante todo o tratamento. A codependência emocional também precisa de cuidado.

Reuniões com familiares

Encontros durante todo o tratamento para orientar, apoiar e construir uma estratégia adequada de postura diante do paciente.

Postura combinada entre todos

Quando um familiar cede, o esforço dos outros se perde. O alinhamento é trabalhado justamente para evitar isso.

Cuidado com a codependência

Quem passou anos administrando a crise chega exausto. A família também precisa de espaço para tratar o que adoeceu nela.

Falar sobre o apoio à família
Profissional de saúde com a mão no ombro de um paciente durante conversa
Dúvidas sobre a internação

O que as famílias perguntam antes de decidir.

Quanto tempo dura a internação?

O tratamento tem duração de 6 meses, em regime de internação, divididos em três etapas: desintoxicação, interiorização das ferramentas terapêuticas e reinserção social com prevenção à recaída.

Qual a diferença entre internação voluntária, involuntária e compulsória?

A voluntária acontece quando a própria pessoa consente. A involuntária é solicitada por um familiar ou responsável e depende de laudo médico que a justifique. A compulsória é determinada pela Justiça. As três estão previstas na Lei 10.216/2001 — fale com a nossa equipe para entender qual se aplica ao seu caso.

Quem acompanha o residente durante o tratamento?

Uma equipe multidisciplinar com médico psiquiatra, psicólogos, técnicos em dependência química, terapeutas, monitores, preparador físico, enfermeira, nutricionista e coordenador terapêutico.

A família participa do tratamento?

Sim. Realizamos reuniões com os familiares durante todo o tratamento, para orientar, apoiar e alinhar a postura diante do paciente. A família é parte importantíssima da recuperação.

Como funciona a alimentação?

São quatro refeições diárias — café da manhã, almoço, lanche e jantar — preparadas sob orientação e normas de nutricionista.

E se ele não quiser se tratar?

É a situação mais comum. A recusa faz parte do quadro, e a forma como o assunto é conduzido muda o resultado. Converse com a nossa equipe antes de tomar qualquer atitude: a orientação à família existe exatamente para esses casos.

Internação

Como começar.

A internação começa por uma conversa. A partir dela, orientamos o próximo passo de acordo com o caso.

Estetoscópio sobre prancheta durante avaliação de um paciente
  1. 1

    A primeira conversa

    Você fala com a nossa equipe pelo WhatsApp ou por telefone e conta o que está acontecendo. A conversa é sigilosa e não exige nenhuma decisão na hora.

  2. 2

    Entendimento do caso

    Levantamos as informações necessárias sobre o quadro, o histórico de uso e as tentativas anteriores, e explicamos como o tratamento funciona na prática.

  3. 3

    Acolhimento

    Alinhamos a chegada do residente e orientamos a família sobre a postura durante o período de internação.

Comece pela conversa

Nossa equipe explica o tratamento, tira dúvidas sobre a internação e orienta a família. Sem compromisso e com sigilo.